É como terminamos que conta!

Joy Dawson

Desejo considerar as razões pelas quais, alguma pessoas que no passado foram usadas por Deus (e, muitas vezes, poderosamente usadas) hoje se se encontram relativamente sem poder.

Deus quer usar estas considerações como uma advertência àqueles que:

1) Têm esperanças de ser usados por Ele pela obediência às verdades reveladas;
2) Estão sendo usados por Deus;
3) Como explicação àqueles que foram mais usados por Deus no passado, do que estão sendo usados agora, e mostrar-lhes o meio pelo qual podem voltar a ter um ministério ungido e produtivo.

O preço a ser pago para se ter uma unção constante no ministério e uma comunhão íntima e duradoura com Deus é bastante elevado. É o preço da obediência. Mas as recompensas que Deus oferece superam em muito o preço exigido.

Precisamos estar constantemente nos perguntando: “Será que a unção de Deus sobre o meu ministério, no presente, é menor do que a que tive no passado? Será que já houve momentos em que experimentei uma comunhão mais íntima com Deus do que a que tenho agora?”

Nós Nos Tornamos Naquilo Que Amamos

A. W. Tozer

Estamos todos num processo de transformação. Já saímos daquilo que éramos e chegamos a esta posição onde estamos; agora estamos caminhando para aquilo que seremos.

Saber que nosso caráter não é sólido e imutável e, sim, flexível e maleável não é, em si, uma idéia que incomoda. De fato, a pessoa que conhece a si mesma pode receber grande consolo ao compreender que não está petrificada no seu estado atual; que é possível deixar de ser aquilo que se envergonha de ter sido até então; e que pode caminhar em direção à transformação que seu coração tanto almeja.

O que perturba não é o fato de estarmos em transformação, e sim no quê estamos nos tornando; não é problema o estarmos em movimento, precisamos saber para onde estamos nos movendo. Pois não está na natureza humana mover-se num plano horizontal; ou estamos subindo ou descendo, alçando vôo ou afundando. Quando um ser moral (com o poder de escolha) se desloca de uma posição a outra, necessariamente é para o melhor ou para o pior.

Um Clamor Sem Voz

Por David Wilkerson
19 de agosto de 2002

Fonte: http://www.tscpulpitseries.org/portuguese.html

Em Marcos 7, vemos Jesus realizando um grande milagre. Toda a dramática cena ocorre em apenas cinco versículos:

“De novo, se retirou das terras de Tiro e foi por Sidom até ao mar da Galiléia, através do território de Decápolis. Então, lhe trouxeram um surdo e gago e lhe suplicaram que impusesse as mãos sobre ele. Jesus, tirando-o da multidão, à parte, pôs-lhe os dedos nos ouvidos e lhe tocou a língua com saliva; depois, erguendo os olhos ao céu, suspirou e disse: Efatá!, que quer dizer: Abre-te! Abriram-se-lhe os ouvidos, e logo se lhe soltou o empecilho da língua, e falava desembaraçadamente” (Marcos 7.31-35).

Imagine a cena. Quando Jesus chegou aos termos de Decápolis, encontrou um homem que era ao mesmo tempo surdo e gago. O homem conseguia falar, mas suas palavras não eram compreensíveis. Cristo levou o homem à parte, separado da multidão. Ali diante daquele homem, Jesus colocou os dedos nos próprios ouvidos. Depois cuspiu, e tocou em Sua própria língua. Falou duas palavras: “Abre-te”. No mesmo instante, o homem conseguiu ouvir e falar claramente.

Pouco antes desta cena, Jesus havia libertado a filha endemoninhada de uma mulher. Simplesmente proferindo uma palavra, Ele expulsou o espírito maligno da moça. Pergunto: por que estes dois milagres estão registrados nas Escrituras? Foram incluídos como apenas mais duas cenas da vida do Senhor na terra?

Orando em Secreto

Por David Wilkerson

23 de outubro de 2006

Tenho uma pergunta para você: o que o povo cristão pode fazer em períodos de julgamento iminente da parte de Deus, para mover o coração do Senhor?

Estamos vendo calamidades naturais numa escala como nunca houve antes: ondas marítimas gigantescas, furacões, incêndios, inundações, secas. Penso nas devastações que abalaram todo o mundo, perpetradas pelo tsunami, pelo furacão Katrina, por terremotos na Índia e no Paquistão.

Penso também no medo e no desespero causados por calamidades produzidas pelo homem: os eventos de 11 de setembro de 2001, o conflito entre Israel e o Líbano, armas nucleares nas mãos de homens insanos. Até os comentaristas mais céticos dizem que já estamos vendo os inícios da 3ª guerra mundial.

Agora mesmo, muçulmanos em inúmeros países ameaçam destruir o cristianismo. Quando estive em Londres há pouco, ouvi dois jovens muçulmanos dizendo numa entrevista no rádio: "A nossa religião não é como o cristianismo. Não viramos a outra face. Decapitamos a cabeça do outro".

Eu lhe pergunto: em tempos difíceis como esse, a igreja estaria sem poder para fazer algo? Devemos ficar sentados e esperar que Cristo volte? Ou, somos chamados a tomar ação drástica de algum tipo? Quando em torno de nós o mundo inteiro treme, e o coração dos homens entra em falência por causa do medo, somos chamados para erguer armas espirituais e guerrearmos o adversário?

Por todo o globo, há uma sensação de que é inútil tentar resolver os problemas que se acumulam. Muitos sentem que o mundo atingiu o zênite da desesperança. O alcoolismo aumenta no mundo todo, e mais jovens do que nunca entram em bebedeiras. Vejo uma tendência igualmente perturbadora na igreja, à medida que cristãos se voltam para o materialismo. A mensagem que suas vidas pregam é: "Acabou a esperança. Deus desistiu".

Diga-me, seria esse o papel do povo de Deus em tempos negros? Será que os seguidores de Cristo devem cair um após o outro com o resto do mundo, e pegar à força uma fatia do bolo? Não, nunca!

Uma revolução na nossa vida de oração

George Verwer

Um dos mais deprimentes sinais na igreja de hoje é a falta de oração tanto a sós como em grupos. É quase incrível ver quão pouco a igreja em geral se apóia na oração para fazer a obra de Deus. Quando há uma reunião de oração, só um pequeno número participa. Noites de oração, reuniões de oração nos lares, dias de oração e jejum— uma parte tão importante da Igreja primitiva — parecem não ser mais que relíquias cristãs, hoje em dia. Porque estão ocupadas, as pessoas convencem-se de que estão demasiado ocupadas para orar. A Igreja tem procurado inúmeros substitutos para a oração a fim de levar a cabo o trabalho que só pode ser feito através da oração.

Se levarmos a sério o fato de sermos revolucionários espirituais, temos de decidir aprender a orar! Há muitos livros excelentes sobre o assunto, mas não há nada que substitua o ajoelharmo-nos e começarmos a orar. Samuel Chadwick disse: "A única preocupação do diabo é afastar os santos da oração. Ele nada receia de estudos sem oração, de trabalho sem oração, de religião sem oração. Ri-se do nosso labor, zomba da nossa sabedoria, mas treme quando oramos."

O cume do monte da nossa vida de oração será adoração. Todos os dias se deve reservar tempo específico para subir ao cume da realidade espiritual através da adoração, louvor e ação de graças. O rei Davi declarou: "Louvarei com cânticos o nome de Deus, exaltá-lo-ei com ações de graça. Será isto muito mais agradável ao Senhor do que um boi ou um novilho com chifres e unhas" (Salmo 69:30,31).

A autenticidade no culto criará uma revolução espiritual no homem interior, algo que poucas pessoas têm experimentado no século vinte. Não se conseguirá num ano ou dois, nem talvez em dez ou vinte. Contudo, uma vez que esta é a mais alta chamada do cristão, vale bem a pena, seja qual for o número de anos, chegar a conhecer a realidade no culto diário. Não há aspecto mais importante do que esta na revolução espiritual.

Há um sentido em que nós podemos "orar sem cessar", e fazer oração e louvar a Deus a qualquer hora do dia. Contudo, há também a necessidade de nos separarmos a nós mesmos dos outros seres humanos e de ficarmos a sós com Deus. Toda a Igreja e a causa de Cristo ao redor do mundo estão a sofrer por falta deste tipo de oração. Se a única resposta dada a este livro fosse a determinação de separar todos os dias um período definido para oração, louvor e deleite na Palavra de Deus, o livro seria eminentemente bem sucedido. Pois pela oração podemos chegar a ver os outros princípios da revolução espiritual, os quais nos levarão de vitória em vitória, na medida em que a Palavra de Deus se mistura com a nossa fé.

Extraído do livro: Vida em Profundidade