Este Mundo: Parque de Diversões ou Campo de Batalha?

A. W. Tozer

parqueAs coisas não são para nós apenas aquilo que são, mas aquilo que julgamos que sejam. O que vale dizer que nossa atitude em relação a elas em análise final, é mais importante do que as coisas em si.

Este é um conhecimento comum, como uma moeda velha, amaciada pelo uso. Todavia, traz sobre si a marca da verdade e não deve ser rejeitado por ser familiar.

Um desses fatos é o mundo em que vivemos. Ele está aqui e tem estado aqui através dos séculos. Esse é um fato estável, praticamente imutável como o passar do tempo, mas quão diferente é a visão do homem moderno daquela de nossos país. Vemos claramente neste ponto como é enorme o poder da interpretação. O mundo para todos nós não é apenas aquilo que é, mas aquilo que cremos que seja. E o sofrimento ou a felicidade depende em grande parte de nossa interpretação.

A Ardente Busca de Paulo

Charles Swindoll


O que desejamos é conhecer a Cristo com mai­or profundidade e intimidade. Estas não são palavras minhas, mas palavras encontradas na ver­são Amplificada da Bíblia no texto de Paulo aos Filipenses, capítulo 3, versículo 10. Leia as palavras seguintes bem devagar e meditativamente:

[Pois o meu propósito, bem determinado,] é conhecê-lo - é conhecer progressivamente a Cristo com maior profundidade e intimidade, percebendo, reconhecendo e entendendo [as maravilhas da sua Pessoa] de modo mais forte e com maior clareza. E, da mesma forma, chegar a conhecer o poder que flui da sua ressurreição [o poder exercido sobre os crentes]; e assim compartilhar de seus sofrimentos, sendo continuamente trans­formado [em espírito na sua exata semelhança] na sua morte. - Filipenses 3:10 (AMP)

Neste único período encontramos o grande alvo do apóstolo para a vida. Ele refere-se a este alvo como o seu "propósito bem determinado" como um seguidor do Senhor Jesus Cristo. Qual foi esse propósito? Volte atrás e leia o texto de novo, de pre­ferência em voz alta. Pense e repense com todo o cuidado o sentido das palavras-chave. Medite ne­las. Tome cada uma por vez e reflita:

É conhecê-lo...

progressivamente ... com maior profundidade

é conhecer... com maior intimidade

percebendo...

reconhecendo...

entendendo...

sendo continuamente transformado...

OUVINDO, MAS NÃO OBEDECENDO

A. W. Tozer

Os mais notáveis cristãos confirmam unanimemente que, quanto mais perto de Deus, mais aguda e viva se torna a consciência do pecado e o sentimento de desvalia pessoal. As almas mais puras jamais conheceram quão puras eram, e os grandes santos nunca souberam que eram grandes. O próprio pensamento de que eram bons ou grandes teria sido rejeitado por eles como tentação de Satanás.

Ficaram tão enlevados e preocupados em contemplar a face de Deus que tiveram mui pouco tempo para olhar para si mesmos. Ficaram mais que enlevados nesse doce paradoxo de consciência ou conhecimento espiritual, pelo qual conheceram que estavam limpos mediante o sangue do Cordeiro, e pelo qual sentiram que mereciam somente a Morte e o Inferno, por justa paga. Este sentimento aparece mui nítido e forte nos escritos do Apóstolo Paulo, e igualmente o encontramos expresso em quase todos os livros devocionais, bem como nos hinos sacros de maior valia e mais queridos.

A qualidade ou virtude da cristandade evangélica há de melhorar muito, caso o desusado interesse que hoje se nota pela religião não deixe a Igreja em pior estado que antes de haver aparecido o fenômeno. Se prestarmos atenção, creio que ouviremos o Senhor dizer a nós aquilo que disse certa vez a Josué: “Dispõe-te agora, passa este Jordão tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel.” Ou ouviremos o escritor da Carta aos Hebreus dizendo-nos: “Por isso, pondo de parte os princípios elementares da doutrina de Cristo, deixemo-nos levar para o que é perfeito.” E, por certo, ouviremos o Apóstolo Paulo a nos exortar que “nos enchamos do Espírito Santo”.

Se estivermos suficientemente despertos para ouvir a voz de Deus, de modo algum podemos nos contentar apenas com o “crer nisso”. Como pode o homem crer numa ordem, ou mandamento? Os mandamentos se dão para serem observados, obedecidos; e, enquanto não os pusermos em prática, nada temos feito de positivo. E mais: ouvir mandamentos e deixar de lhes obedecer é infinitamente pior do que nunca os ter ouvido, especialmente à luz do iminente retorno de Cristo e Seu juízo vindouro.

A Oração Toca A Eternidade

Leonard Ravenhill

orarA estatura espiritual de um crente é determinada pelas suas orações. O pastor ou crente que não ora está-se desviando. O púlpito pode ser uma vitrine onde o pregador exibe seus talentos. Mas no aposento da oração não temos como dar um jeito de aparecer.

Embora a igreja seja pobre sob muitos aspectos, é mais pobre ainda na questão da oração. Contamos com muitas pessoas que sabem organizar, mas poucas dispostas a agonizar; muitas que contribuem, mas poucas que oram; muitos pastores, mas pouco fervor; muitos temores, mas poucas lágrimas; muitas que interferem, mas poucas que intercedem; muitas que escrevem, poucas que combatem. Se fracassarmos na oração, fracassaremos em todas as frentes de batalha.

Humildade: A Glória da Criatura

Andrew Murray

humildadeNa vida dos cristãos sérios, aqueles que buscam e professam a santidade, a humildade tem de ser a marca principal de sua retidão. É frequentemente dito que isso não é assim. Não poderia ser uma razão para isso o fato de que, no ensinamento e exemplo da Igreja, a humildade nunca teve o lugar de suprema importância que lhe pertence? E que isso, por sua vez, é devido à negligência desta verdade: que, forte como é o pecado como um motivo para humildade, há uma influência mais ampla e mais poderosa, a qual faz os anjos, a qual fez Jesus, a qual faz o mais santo dos santos nos céus tão humildes: que a primeira e principal marca do relacionamento da criatura, o segredo de sua bem-aventurança, é a humildade e o nada- ser que permitem que Deus seja tudo?


Tenho certeza de que há muitos cristãos que confessarão que sua experiência tem sido muito parecida com a minha nisto: que por muito tempo conhecemos o Senhor sem perceber que a mansidão e a humildade de coração devem ser os aspectos distintivos do discípulo assim como foram do Mestre. E, além disso, que essa humildade não é algo que virá por si mesma, mas deve ser feita o objeto de especial desejo, e oração, e fé e prática. Ao estudar a Palavra, veremos quais instruções distintas e repetidas Jesus deu a Seus discípulos nesse ponto, e como eles eram vagarosos em compreendê-Lo.

Vamos, logo no início de nossa meditação, admitir que não há nada tão natural para o homem, nada tão insidioso e oculto de nossa visão, nada tão difícil e perigoso como o orgulho. Vamos sentir que nada, a não ser uma espera determinada e perseverante em Deus e Cristo revelará como estamos carentes da graça da humildade, e quão débeis somos para obter o que buscamos. Vamos estudar o caráter de Cristo até nossa alma estar cheia de amor e admiração por Sua humildade. E vamos crer que, quando temos a percepção de nosso orgulho e de nossa impotência para expulsá-lo, o próprio Jesus Cristo virá para dar essa graça também como parte de Sua maravilhosa vida dentro de nós.

Extraído do LIvro: Humildade a beleza da santidade - Editora dos Clássicos